A mortalha franciscana no império português: representações e práticas fúnebres entre os séculos XVII e XVIII
Resumen
La mortaja franciscana en el imperio portugués: representaciones y prácticas fúnebres entre los siglos XVII y XVIII
Hasta comienzos del siglo XIX, diversos elementos contribuían a la salvación del alma de los fieles católicos, incluyendo la elección apropiada de vestimentas fúnebres. Entre ellas destacaba la mortaja franciscana. En este sentido, este texto, a partir de las representaciones del hábito de san Francisco incluidas en la bibliografía producida por los franciscanos, examina cómo se adecuaron las prácticas fúnebres a las exigencias de la moral católica vigente, en detrimento de las mutaciones en el universo de la moda.
Citas
ALGRANTI, Leila Mezan. Livros de devoção, atos de censura. Ensaios de História do livro e da leitura na América portuguesa (1750-1821). São Paulo: HUCITEC/FAPESP, 2004.
ARAÚJO, Ana Cristina. «Morte». En Dicionário de História Religiosa de Portugal, dirigido por Carlos Moreira Azevedo, 265-274. Lisboa: Círculo de Leitores, 2000.
ARAÚJO, Ana Cristina. A morte em Lisboa: atitudes e representações 1700-1830. Lisboa: Editorial Notícias, 1997.
ARAÚJO, Maria Marta Lobo de. «O mundo dos mortos no quotidiano dos vivos: celebrar a morte nas Misericórdias portuguesas». Comunicação & Cultura, nº 10 (2010): 101-114. https://orcid.org/0000-0002-6199-8033
ARAÚJO, Maria Marta Lobo de. Rituais de caridade na Misericórdia de Ponte de Lima (séculos XVII E XIX). Ponte de Lima: Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima, 2003.
ARBIOL, Antonio. Los terceros hijos de el humano serafin. La Venebrable y Esclarecida Orden Tercera de Nuestro Serafico Patriarca San Francisco. Refierese sus gloriosos principios, regla; leyes, estatutos y Sagrados exercicios; sus grandes excelencias, indulgencias, y Privilegios Apostolicos y las vidas prodigiosas de sus principales santos y santas, para consuelo y aprovechamiento de sus amados hermanos. Zaragoza: Pedro Carreras, 1724.
ARQUIVO DA ORDEM TERCEIRA DE SÃO FRANCISCO DE BRAGA (AOTB). Estatutos da Veneravel Ordem Terceira da cidade de Braga 1742.
BLUTEAU, Raphael. Vocabulario portuguez & latino. Coimbra: Collegio das Artes da Companhia de Jesu, 1712 – 1728.
BOURDIEU, Pierre. A economia das trocas simbólicas. São Paulo: Editora Perspectiva, 2005.
BRAVO, Milra Nascimento. «Hierarquias da morte: uma análise dos ritos fúnebres católicos no Rio de Janeiro (1720-1808)». Tesina de Maestría. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, 2014. http://www.repositorio-bc.unirio.br:8080/xmlui/handle/unirio/12042.
CALANCA. Daniela. História social da moda. São Paulo: Editora Senac, 2011.
ELIAS, Norbert. A solidão dos moribundos: seguido de envelhecer e morrer. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001.
FERRAZ, Norberto Tiago Gonçalves. «Vestidos para a sepultura: a escolha da mortalha fúnebre na Braga setecentista». Tempo, nº 39 (2016): 110-125. https://doi.org/10.20509/TEM-1980-542X2016v223903.
FERREIRA, Manoel de Oliveira. Compendio geral da historia da Venerável Ordem Terceira de São Francisco. Porto: Oficina do Capitao Manoel Pedroso Coimbra, 1752.
FIGUEIREDO, David Augusto de, Francisco Manuel Antunes de Matos MOREIRA y Rosa Maria Luisa CASTANHO. «Atitudes perante a morte e níveis de religiosidade em Sintra nos meados do século XVIII». Boletim Cultural da Assembleia Distrital de Lisboa, nº 88 (1982): 63-126.
GONÇALVES, Hortência de Abreu, Kathia Cilene Santos NASCIMENTO, Lílian de Lins WANDERLEY y Marilene Batista da Cruz NASCIMENTO. «Práticas de bem morrer e o uso da mortalha em Sergipe - Nordeste- Brasil - séculos XVIII e XIX». PARALELLUS Revista de Estudos de Religião/Unicap 7, nº 16 (2016): 511. https://doi.org/10.20426/P.2178-8162.2016v7n16p501.
GONZÁLEZ LOPO, Domingo. Los comportamientos religiosos en la Galicia del Barroco. Santiago de Compostela: Xunta da Galicia, 2002.
GRUZINSKI, Serge. «Os mundos misturados da monarquia católica e outras connected histories» Topoi, nº 2 (2001): 175-195.
HESPANHA, António Manuel. «As cores e a instituição da ordem no mundo do Antigo Regime». En Sons, formas, cores e movimentos na modernidade atlântica: Europa, América e África, organizado por Júnia Ferreira Furtado, 345-360. São Paulo: Annablume, 2008.
LARA, Silvia Hunold. Fragmentos setecentistas: escravidão, cultura e poder na América portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
LEBRUN, François. «As reformas: devoções comunitárias e piedade individual». En História da vida privada. Da Renascença ao século das Luzes, dirigido por Philippe Ariès y Georges Duby, 71-112. Porto: Afrontamento, 2000.
LE GOFF, Jacques. O nascimento do purgatório. Lisboa: Estampa, 1993.
LOPES, Maria Antónia. «Estudos Históricos sobre as Ordens Terceiras portuguesas». En Ordens Terceiras no mundo luso-brasileiro (séculos XVI-XIX), coordenado por William de Souza Martins, 13-38. Rio de Janeiro: Gramma 2019.
MARTÍN GARCÍA, Alfredo. «Religiosidad y actitudes ante la muerte en la montaña noroccidental leonesa: el concejo de Laciana en el siglo XVIII». Estudos Humanísticos História, nº 4 (2005): 149-175.
MÓL, Cláudia Cristina. «Entre sedas e baetas. O vestuário das mulheres alforriadas de Vila Rica». Varia História, nº 32 (2004): 176-189.
MORAES, Juliana de Mello. «As procissões de Cinzas no império português entre os séculos XVII e XVIII». En Ordens Terceiras no mundo luso-brasileiro (séculos XVI-XIX), coordenado por William de Souza Martins, 69-86. Rio de Janeiro: Gramma 2019.
MORAES, Juliana de Mello. «Viver em penitência: os irmãos terceiros franciscanos e as suas associações em Braga e São Paulo (1672-1822)». Tese de doutorado. Universidade do Minho, 2009.
PALOMO, Federico. A contra-reforma em Portugal 1540-1700. Lisboa: Livros Horizonte, 2006.
PENTEADO, Pedro. «Confrarias». En Dicionário de História Religiosa de Portugal, dirigido por Carlos Moreira Azevedo, 323-334. Lisboa: Círculo de Leitores, 2000.
PENTEADO, Pedro. «Confrarias portuguesas da época moderna: problemas, resultados e tendências da investigação». Lusitânia Sacra. Revista do Centro de Estudos de História Religiosa, nº 2 (1995): 15-52.
REDE, Marcelo. «História e cultura material». En Novos Domínios da História, organizado por Ronaldo Vainfas y Ciro Cardoso, 133-150. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.
REIS, João José. «O cotidiano da morte no Brasil oitocentista». En História da vida privada. Império: a corte e a modernidade nacional, organizado por Luiz Felipe de Alencastro, 95-141. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
REIS, João José. A morte é uma festa. Ritos fúnebres e revolta popular no Brasil do século XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.
REITANO, Emir. «Iglesia y extranjeros en el Buenos Aires tardo colonial: El caso de los portugueses y su religiosidad». Anuario del Instituto de Historia Argentina, nº 4 (2004): 161-186.
ROCHE, Daniel. A Cultura das Aparências: Uma história da Indumentária (séculos XVII-XVIII). São Paulo: Editora Senac, 2007.
ROCHE, Daniel. História das coisas banais: nascimento do consumo nas sociedades do século XVII ao XIX. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
RODRIGUES, Claudia. «A arte de bem morrer no Rio de Janeiro setecentista». Varia História, nº 39 (2008): 255-272.
RODRÍGUEZ ÁLVAREZ, María de los Ángeles. Usos y costumbres funerarias en la Nueva España. Zamora: El Colegio de Michoacán, 2001.
RUSSELL-WOOD, A. J. «Prestige, Power, and Piety in Colonial Brazil: The Third Orders of Salvador». The Hispanic American Historical Review, nº 69 (1989): 61-89.
SÃO LUIS, António de y Manoel do MONTE OLIVETE. Regra dos Irmãos Terceiros da Sancta, & veneravel Ordem Terceira da Penitencia, que instituhio o Seraphico P. S. Francisco & decisoens e resoluçoens de alguas duvidas, sobre o estado da mesma Ordem Terceira. Lisboa: Oficina de João da Costa, 1669.
SILVA, Francisco Pereira da. Caminhos dos terceiros seraficos para a celestial patria, descuberto pelo serafim dos patriarcas na instituição da sua Terceyra Ordem. Lisboa: Oficina de Mauricio Vicente de Almeyda, 1731.
TORRES AGUDO, Ruth. «El rostro de la muerte y su ritual en Santo Domingo a través de los testamentos de los siglos XVIII y XIX». Clío. Academia Dominicana de la Historia, nº 178 (2009): 67-93.
